terça-feira, setembro 09, 2003

Se o Flashback já acabou, quando acaba o Avante? 

A festa do Avante é uma festa de adereços. A "boina do Lenine", diz-se no Abrupto, a camisa do Lenine diz-se no Público.
Ora, eu, nunca lá estive. Não tenho o ódio de quem lá foi e não quer voltar, nem o ódio de quem lá vai e irá voltar ad eternum, ad infernum.
Não percebo nada de especial nas vendas serem novamente estampadas á Lenine. Os casacos de botões dourados também nunca saíram de moda e ninguém se alarma. Esquisito é ver em passadas manifestações contra a guerra do, ou no, Iraque, pessoas com t-shirts do Che. Então ele, também, não acreditava na força armada.
Posto isto, o que me incomoda é que a festa daquele jornal sempre tenha sido um equivoco. As pessoas que lá vão, vão porque a viagem da camioneta alugada termina lá, vão porque sazonalmente precisam de acalmar os remorsos. Vão á igreja.
Era assustador se a festa daquele jornal conseguisse ter tanta gente á tanto ano seguido, sem andar ao engano.
Eu também gosto das fardas da ex-RDA. Porque são bonitas, é uma coisa de outro mundo, que não evoluiu, que nos seduz porque não seguiu o caminho das outras coisas e, ficou bonito.

link || PFC 4:42 da tarde

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